Livro “Janete Costa – Arquitetura, Design e Arte Popular”, com produção executiva da Proa Marketing Cultural, será lançado pela Cepe no dia 25 de março, às 19h.

Grande nome da arquitetura pernambucana, Janete Costa (1932-2008) ficou conhecida por inserir em seus sofisticados projetos de interiores a junção perfeita entre arte popular e erudita, aliado ao design pós-modernista, agregando várias épocas a um mesmo ambiente. Mas Janete fez muito mais: foi colecionadora de arte popular, designer de móveis e objetos, curadora; foi vanguardista no incentivo à economia criativa ao trabalhar em conjunto com artistas populares, contemporâneos e artesãos; ensinou as classes altas brasileiras a valorizar suas raízes em detrimento ao que vinha da Europa; inseriu plantas tropicais nos ambientes quando ninguém falava em valorizar o verde. Mesmo assim ela ainda não tem o devido reconhecimento nem no Brasil, nem no exterior. “Talvez por ser mulher e nordestina, uma combinação ainda muito subestimada no meio arquitetônico nacional”, acredita o crítico, jornalista e escritor Júlio Cavani, um dos autores do livro de arte Janete Costa – Arquitetura, Design e Arte Popular, editado pela Cepe, com produção executiva da Proa. A obra vem para mostrar a contribuição técnica e estética do trabalho de Janete através de um rico material fotográfico e de textos críticos, em inglês e português, assinados também por Adélia Borges, Lauro Cavalcanti, Marcelo Rosenbaum e Marcus Lontra. O lançamento acontece dia 25 de março, às 19h, em live no canal da Cepe Editora, com a participação de Adélia Borges, Júlio Cavani, da arquiteta e filha de Janete, Roberta Borsoi, e do editor da Cepe, Diogo Guedes.

“Ao oferecer um panorama de seus principais projetos e criações, esse livro torna-se um importante documento de valorização, divulgação e reparação, que servirá de referência para novos olhares e ressignificações”, declara ainda Júlio Cavani, para quem Janete é uma verdadeira artista, pois “elabora discursos poéticos a partir do cruzamento entre signos visuais e em que transmite uma expressão humana essencialmente criado. Apesar de associada à cultura popular, “suas ambientações nunca caem em uma representação estereotipada”, analisa Júlio.

“São ensaios que se aprofundam no legado de uma das maiores arquitetas de Pernambuco.O volume busca não só valorizar a produção de Janete Costa na arquitetura de interiores e no design, mas também refletir, mostrar os caminhos que ela percorreu e abriu. Além disso também ressalta a sua parceria com a arte e os artistas populares, em uma curadoria que ampliava o alcance e o potencial deles”, declara Diogo Guedes.

A crítica, historiadora de design e curadora Adélia Borges escreveu que, para Janete, nascida no município de Garanhuns, ser brasileira foi decisivo como norte de sua atuação. “Daí decorreu uma ação determinante em valorizar a criação popular do Brasil, e a procura contínua por induzir a inclusão social através de seus projetos”. Ao abrir espaço para a criação popular, Janete Costa estava expressando a cultura de seus clientes e os ajudando a valorizar suas raízes. O caminho foi difícil pois, como lembra Adélia, “a criação popular era associada, em princípio, à pobreza, algo que se quer apagar, esquecer, superar”.

Desbravadora do mundo, Janete viajava tanto pelo Brasil em busca de artesãos como pela Europa à procura do que havia de mais cosmopolita. Nessa caminhada descobriu que o Nordeste é muito mais rico em quantidade de mestres artesãos devido à influência dos contrastes sociais. Precisava desse contraste.  “O contraste não é só na cor, na proposta; é também no comportamento, no sentimento. Uma parte feita à mão humaniza o espaço. Porque você terá dentro desse espaço o elemento técnico, o elemento industrial, e também o elemento emocional”, disse a própria Janete, em entrevista a Adélia, para uma revista italiana.

Janete foi vanguardista ao pensar em interação com a natureza dentro de casa quando ninguém se importava com isso, e ao afirmar que o ponto de partida de industriais e designers brasileiros para a criação de peças com identidade própria deveria ser o nosso artesanato.

Desde os anos 1960, a arquiteta projetou centenas de residências e dezenas de hotéis, onde inseriu seus trabalhos com vários materiais como granito, mármore, vime, vidro, madeira, metal, tecidos, acrílico. Criou uma linha de móveis de madeira desmontáveis e modulados que batizou de Senzala. Foram também mais de 50 expografias e curadorias de exposições que Janete assinou, sendo a maior parte em torno da arte popular.

O designer e arquiteto Marcelo Rosenbaum ressalta a importância de Janete na formação de colecionadores de arte popular brasileira, tendo sido ela também uma colecionadora. “Das coisas mais lindas que já ouvi de Janete Costa foi quando contou que seus brinquedos de infância eram a boneca de pano, o pote de barro, objetos cotidianos. Eu a vejo como a fusão do simples com o sofisticado”. Marcelo conheceu Janete pessoalmente na Fenearte, onde a partir de 2002 ela passou a organizar o Espaço Interferência, cuja proposta era selecionar objetos entre os vendidos na feira e apresentá-los com a sua leitura, em ambientações que permitissem ao público o seu (re)conhecimento.

Já o curador Marcus Lontra conta que teve o privilégio de trabalhar com Janete na curadoria da mostra Viva o povo brasileiro, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1992. “Poucas vezes na minha vida aprendi tanto e em tão pouco tempo com alguém. As obras chegavam de diversas partes do Brasil e encantavam pela sua força e criatividade”. O curador descreve os ambientes criados por Janete como momentos de cultura que refletem sua formação acadêmica modernista de integração entre as artes e recusa de dogmas. “São lugares de convívio, de troca, de festa, mas são também lugares de recolhimento, de silêncio e contemplação”.

Serviço:

Lançamento do livro Janete Costa – Arquitetura, Design e Arte Popular

Quando: 25 de março, às 19h, no canal da Cepe Editora no YouTube, com participação de Adélia Borges, Júlio Cavani, Roberta Borsoi e Diogo Guedes

Preço do livro: R$ 100 (impresso); R$ 40 (E-book)



Como superar a incerteza econômica nos negócios criativos?

Encontro transmitido pelo SEBRAE e PORTO DIGITAL, na sexta-feira 31 de julho, às 17h do Brasil, reuniu experts da Economia e Empreendedorismo Criativo e Cultural para dialogar sobre sustentabilidade econômica. Na ocasião, foi lançada a versão brasileira do livro “DIVERSIFICAR – Múltiplas Geração de Receitas para Criadores”, do autor chileno Alex Paredes Lazo.

Mais de 10 milhões de criativos na América Latina enfrentam, nestes últimos meses, incertezas econômicas mediante as transformações causadas pela pandemia. O setor do mercado musical brasileiro, por exemplo, sofreu um impacto de mais de 400 milhões de reais, resultado do cancelamento de mais de 8 mil eventos, afetando uma média de 1.300 empresas do setor. Em países como o Chile, o setor musical declarou que, em média, cada artista foi obrigado a cancelar entre 6 e 8 eventos, gerando uma queda de 40% da receita destes profissionais. O fechamento de bares, restaurantes, casas de shows, salas de cinema, praças públicas, entre outros espaços que demandam o contato com públicos, são alguns dos principais motivos da preocupação generalizada da classe criativa.

Algumas iniciativas como lançamentos virtuais, conteúdo para redes sociais e resgate de material de arquivo são estratégias que o setor vem recorrendo para manter o protagonismo diante de uma ‘nova normalidade’. Porém, garantir receita e sustentabilidade econômica permanente é uma provocação importante que foi debatida no evento “DIVERSIFICAR – Como ser autossustentável em negócios criativos?”, realizado na sexta-feira, 31 de julho, com a participação de gestores e empreendedores que levam anos de experiências no setor.

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Balanço do Pequeno em Casa

 

A essência do Pequeno Encontro da Fotografia foi mantida na sexta edição do festival, ainda que tenha sido necessário trocar os espaços no Sítio Histórico de Olinda pelos ambientes virtuais por causa da pandemia da Covid-19. Pessoas de várias partes do Brasil, e até de outros países, participaram das trocas artísticas nas diferentes atividades do evento e, antes disso, também se mobilizaram para fazê-lo acontecer de 31 de agosto a 4 de setembro de 2020, com o tema A Insustentável Leveza da Fotografia.

Como a pandemia também teve um forte impacto financeiro no setor cultural, os idealizadores do Pequeno Encontro, Eduardo Queiroga, Maria Chaves e Mateus Sá, enxergaram no financiamento coletivo uma saída para manter a realização o evento este ano, com apoio da empresa e Proa Marketing Cultural e Projetos. A campanha Pequeno em Casa 2020 arrecadou mais de R$ 12 mil para os custos básicos do festival.

“Com o resultado positivo da campanha, pudemos constatar que o engajamento  dos seguidores do Pequeno Encontro reflete não só carinho e a fidelidade dos seus fãs, mas a sua consolidação no calendário de festivais de fotografia do Brasil”, avalia Maria Chaves.

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O Pequeno Encontro da Fotografia chega à sua 5ª edição e joga luz sobre as Incertezas da Imagem.

Foto: Natuza Ferreira

O evento realizou a sua 5ª edição, entre os dias 13 e 15 de setembro de 2019, consolidando-se no calendário cultural da cidade de Olinda. Avançando na proposta de trazer novas reflexões sobre o campo da imagem fotográfica e suas várias interseções com outras linguagens, o Pequeno Encontro da Fotografia alcançou uma discussão que se coloca muito fortemente na contemporaneidade: as “Incertezas da Imagem”. Palavras-chave desse debate passam pelas incertezas, lacunas, fronteiras, hibridismo, fluidez e desvios na fotografia.

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Ainda dá tempo de navegar na onda do Matchfunding BNDES+

Este ano, o BNDES lançou, em parceria com a Benfeitoria, SITAWI Finanças do Bem, o Museu Vivo e o IPHAN, uma chamada inovadora para viabilizar projetos de pequeno e médio porte, que deixem legado para o Patrimônio Cultural Brasileiro: o MATCHFUNDING BNDES+ Patrimônio Cultural, o primeiro programa do setor público no Brasil a adotar um modelo de financiamento combinado.

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Brasil registra recorde de lançamentos de filmes nacionais em 2017

Público porém, chega ao menor nível desde 2009

Foto: Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em 2017, o Brasil atingiu novo recorde de lançamento de filmes nacionais em cinemas de todo o país. Segundo o Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro, divulgado pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), ao todo foram exibidos nas salas de cinema comerciais 160 longas-metragens brasileiros, 18 a mais que no ano anterior, quando foram exibidos 142 produções.

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É dada a largada para o Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns

Quarta edição do Filig acontece de 18 a 20 deste mês com programação gratuita e expectativa de receber 3 mil pessoas

Mais que uma ode à cultura indígena, um reconhecimento e reafirmação de sua existência. É com essa proposta que a Ferreira Costa e a Proa Cultural realizam a quarta edição do Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns, único do gênero no Brasil. O evento acontece de 18 a 20 de outubro e elegeu o tema “Um povo em forma de histórias” para nortear a programação, que é gratuita e pretende atrair um público de três mil pessoas.

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Festival Arte na Usina abre inscrições para oficinas de diversas linguagens artísticas

Produzido pela Proa, o Festival Arte na Usina, que será realizado de 9 a 17 de novembro na Usina Santa Terezinha, em Água Preta, Zona da Mata Sul, já está com as inscrições abertas para quatro das mais de dez oficinas a serem oferecidas durante o evento, as quais passeiam entre as linguagens da fotografia, da literatura, da dança, das artes visuais e plásticas. As vagas serão preenchidas através do Sympla.

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Programação cultural movimentará Litoral Sul no final de semana

Haverá música, palestra, oficinas, gincana, caminhada ecológica, brinquedos para a criançada e mais; atividades têm como intenção a conscientização e cuidado com o meio ambiente

Iniciativa com viés ambiental tem apoio da Rota dos Coqueiros e se concentra na Praia de Itapuama (Foto: Reprodução / Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho)

Uma programação cultural, tendo como pano de fundo o cuidado ambiental, promete animar sábado (13) e domingo (14) as praias de Itapuama, Xaréu e Paiva, no Cabo de Santo Agostinho. A agenda inclui caminhada ecológica, palestra, oficinas, atrações culturais, gincana e café da manhã, além de brinquedos para a criançada se divertir como pula-pula e piscina de bolas.

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Animage 2018 leva ao Recife o melhor da atual animação do Brasil e do mundo

Filmes como Yellow Submarine, Tito e os Pássaros, Guaxuma e A Cidade dos Piratas recheiam a programação que ocupa vários pontos do Recife e interior do estado

200 filmes serão exibidos este ano, muitos deles inéditos no Brasil (Foto: Divulgação)

A 9ª edição do Animage – Festival Internacional de Animação de Pernambuco busca privilegiar a essência artística e cinematográfica da linguagem de animação. O festival acontece de 12 a 21 de outubro de 2018 no Recife, com atrações distribuídas pela Caixa Cultural Recife, Cine São Luiz, Cinema da Fundação – Derby, Praça da Várzea (Pinto Damaso), Parque Santos Dumont, Parque da Macaxeira e Mostras Especiais no interior do estado, nas cidades de Triunfo, Caruaru e Belo Jardim.

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