O Pequeno Encontro da Fotografia chega à sua 5ª edição e joga luz sobre as Incertezas da Imagem.

Foto: Natuza Ferreira

O evento realizou a sua 5ª edição, entre os dias 13 e 15 de setembro de 2019, consolidando-se no calendário cultural da cidade de Olinda. Avançando na proposta de trazer novas reflexões sobre o campo da imagem fotográfica e suas várias interseções com outras linguagens, o Pequeno Encontro da Fotografia alcançou uma discussão que se coloca muito fortemente na contemporaneidade: as “Incertezas da Imagem”. Palavras-chave desse debate passam pelas incertezas, lacunas, fronteiras, hibridismo, fluidez e desvios na fotografia.

Tais termos nos lançam questões que passam pela polissemia, pelas fronteiras entre documento e arte, pelas contaminações entre cinema e fotografia, pelas apropriações e recontextualizações, pelos hibridismos da linguagem e da técnica. Talvez não haja campo mais atravessado por tais incertezas do que o campo da imagem e, mais especificamente, o da fotografia. Que está nas artes e na comunicação, onde objetividade e subjetividade andam de mãos dadas, esse emaranhado de técnicas, suportes, materiais tão diversos que confundem qualquer tentativa de definição mais fechada.

O Pequeno Encontro da Fotografia voltou reafirmando seu intento de realizar oportunidades de trocas, de compartilhamentos, em um fluxo de aprendizagem e desenvolvimento já testado e aprovado em outras edições, e que provoca uma troca muito rica entre os convidados e os participantes do projeto. Cada um com sua experiência e vivência na fotografia: professores, estudantes, artistas, profissionais renomados, profissionais iniciantes e curiosos, contribuem para que todos saiam mais enriquecidos do que chegaram.

O encontro deste ano trouxe convidados que tratam as Incertezas da Imagem de diversas formas. Tiago Coelho (RS), Maurício Lissovsky (RJ), Maria do Carmo Nino (PE), Paulo Coqueiro (BA), Iris Helena (PB) e Aline Motta (RJ) fazem parte do time que guiou as atividades da programação, como palestras, exposições, projeções, expedição fotográfica, leituras de portfólio e oficinas, as duas últimas tendo inscrição prévia através de convocatórias no site do evento durante o mês de Agosto.

A programação do 5° Pequeno Encontro da Fotografia se manteve gratuita e suas atividades aconteceram de forma descentralizada pelo sítio histórico de Olinda, em locais como o Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC), Casa do Turista, o Mercado Eufrásio Barbosa e o Mercado da Ribeira. Desta vez, 13 espaços culturais, bares e restaurantes da cidade alta abrigaram um circuito de exposições fotográficas selecionadas pela coordenação do evento por meio de convocatória pública. A fim de fazer circular as publicações de fotografia, o evento também contou com o Espaço do Livro, que funcionou durante toda a programação como um local para a compra e venda de livros de autores, sobretudo pernambucanos.  “A fotografia também se faz pelos encontros e é esse o foco do nosso evento: permitir uma experiência transformadora para o público participante, promover encontros entre aqueles que fazem e que se interessam pela fotografia.” – fala Maria Chaves.

A 5ª edição do Pequeno teve como resultado:

  • 3 Dias
  • 4 Oficinas
  • 14 Leituras de Portfólios
  • 14 Exposições espalhadas por espaços parceiros
  • 1 Mostra de fotolivros
  • 6 Atividades do Pequeno em Ação (sendo elas 2 de fotografia com ambrotipia,
    1 fotografia lambe-lambe, 2 performances, 1 intervenção urbana, 1 varal de fotografia fineart)
  • 4 Palestras (com intérprete de libras)
  • 21 Projeções
  • 1 Bate-papo
  • 25 Monitores
  • 7 fotógrafos convidados (sendo 4 mulheres e 3 homens)
  • 1 Espaço do livro
  • 2 Lançamentos de livros
  • Mais de 30 participantes na expedição fotográfica
  • Estimativa de público 20 mil pessoas

 

Este foi o 3° ano que o Pequeno Encontro da Fotografia tem a Proa Marketing Cultural e Projetos à frente da produção do evento e é coordenado pelos fotógrafos Eduardo Queiroga, Maria Chaves e Mateus Sá. O Pequeno é um dos projetos com incentivo do Governo do Estado, por meio do Funcultura, e apoio da Prefeitura de Olinda, por meio da Secretaria de Patrimônio e Cultura.