Proa no Festival Path 2018

Por Maria Chaves

O fim de semana passado, 19 e 20 de maio, foi de muita troca para a nossa tripulação. Troca de ideias, conceitos, conhecimento, aprendizado, experiências e muita energia. A Proa teve o prazer de participar da 6ª edição do Path Festival, como parte do time de curadoria, a convite da produtora O Panda Criativo.

O Festival Path é tido como o maior do Brasil sobre criatividade e inovação. A programação é enooorme, interessantíssima e diversificada, unindo temas como artes, comunicação, economia circular, empreendedorismo, música, tecnologia, trabalho e sustentabilidade, entre outros, por meio de palestras, oficinas, feiras, mostras e shows. Tudo acontecendo simultaneamente, com formatos variados e espalhados em mais de 10 espaços do bairro de Pinheiros, em São Paulo, como a FNAC, a Casa Natura e o Instituto Tomie Othake.

A primeira palestra que escolhemos ouvir não poderia ser outra: Os Desafios das Novas Lideranças Femininas. Sofia Esteves, presidente da Cia de Talentos, Andiara Petterle, empreendedora do mercado digital e executiva do Grupo RBS Comunicação, e Laura Barros, executiva de inovação da Gallo, contaram sobre suas trajetórias até chegarem à liderança de grandes empresas. Em suas falas, nos encantaram alguns pensamentos que tem tudo a ver com a ideologia da Proa: “Qualidade de resultado e prazo da entrega é mais importante do que o horário e local onde você produz”; “ Vamos privilegiar o nosso tempo, danado mais atenção à performance”; “As mulheres ainda não têm muitos modelos de lideranças femininas a seguir, então devem tentar desenvolver a sua própria cultura organizacional”; “Muito mais do que ler balanço e fazer interpretações de planilhas, o que as mulheres podem trazer para o mundo corporativo é sensibilidade, emoção, empatia e sentimento gregário”.

Da esquerda para a direita: Maria Chaves, da Proa; Carla Furtado, do Panda Criativo; Camila Bandeira, da Proa; e Rafael Vettori, do Panda Criativo.

Entre as palestras de recifenses que a Proa indicou, Quando a Música encontra a Computação, contou com falas de Giordano Cabral, Helder Vasconcelos e Filipe Calegario. Eles citaram as 3 tendências da revolução da música – inteligência artificial, big data e internet of things – e mostraram instrumentos musicais criados digitalmente. Para finalizar, Helder, enquanto bailarino, expressou-se através do corpo e concluiu com essa linda frase: “A natureza já tem inovação e criatividade em abundância. O que precisamos é nos reconectar com ela através do nosso corpo”.

Em Fora do Eixo: o Grande Centro Tecnológico de Recife, Guilherme Calheiros e Simone Jubert mostraram ao público paulista a história de sucesso do Porto Digital, que aliou uma política pública de desenvolvimento e inovação com a revitalização urbana. Ressaltaram o desafio de desenvolver um projeto global de inovação e empreendedorismo em uma região periférica de um país periférico. Já Mariana Amazonas explicou a tecnologia francesa dos Jardins Filtrantes, ressaltando a importância de soluções integradas para a despoluição dos rios urbanos e deu exemplos práticos de implementação desse projeto na China, na França, no Recife e em Maceió.