Festival Arte na Usina abre inscrições para oficinas de diversas linguagens artísticas

Produzido pela Proa, o Festival Arte na Usina, que será realizado de 9 a 17 de novembro na Usina Santa Terezinha, em Água Preta, Zona da Mata Sul, já está com as inscrições abertas para quatro das mais de dez oficinas a serem oferecidas durante o evento, as quais passeiam entre as linguagens da fotografia, da literatura, da dança, das artes visuais e plásticas. As vagas serão preenchidas através do Sympla.

Duas das oficinas já ofertadas contarão com uma carga horária de oito horas: a de escultura, ministrada por Aline Albuquerque, e a de “multilinguagem”, com Rodrigo Bueno. Ambas acontecerão nos dias 10 e 11 de novembro, das 14h às 18h. As demais em vigência terão duração de 4 horas e ocorrerão no dia 17, das 14h às 18h, sendo uma de artes visuais, com Estela Miazzi, e a outra também de “multilinguagem”, sob a supervisão de Virgínia de Medeiros.

Intitulada de Fragmento Somado, a oficina ministrada por Aline Albuquerque tem como proposta desenvolver a cooperação e a criação artística em grupo. Para isso, a metodologia de trabalho envolve, através da reprodução em gesso, a feitura da cópia de partes do corpo humano, como mãos, rosto e pés, as quais serão unidas e transformadas numa só escultura. Há 20 vagas disponíveis, e os interessados devem ter mais de 14 anos.

Aline Albuquerque (Foto: Divulgação)

Sobre a mentora: Aline Albuquerque trabalha com três segmentos de arte: artes plásticas, música e teatro. Iniciou sua carreira musical no ano de 2001 como intérprete e compositora, criando e integrando a banda Sersônica. Profissionalizou-se em artes cênicas no ano de 2005 e trabalhou em peças teatrais voltadas à literatura brasileira. Ingressou na Escola de Música e Belas Artes no ano de 2006, cursando bacharelado em escultura e concluindo o curso com a pesquisa plástica “hiper-realistas”. Teve destaque pela criação das máscaras que integraram o figurino do Grupo Rumo, ganhador do conceituado Prêmio Gralha Azul, em 2014. Atualmente, desenvolve trabalhos diversos em arte-educação e em confecção de próteses hiper-reais, tendo como base de formação os cursos técnicos do IFPR e Unicamp.

Sob orientação de Rodrigo Bueno, a oficina de “multilinguagem” Território de Cura: arte, natureza e ancestralidade, tem como abordagem o afloramento da intuição através dos cinco sentidos: paladar, olfato, tato, escuta e visão. É um trabalho de memória coletiva, de sensibilização espacial e também do inconsciente, que envolve processos como instauração espacial e tecnologia do encontro, além de fazer uso da pintura, da escultura e de outras formas de expressão. Estão abertas 17 vagas, todos os inscritos devem ter acima de 15 anos.

O ateliê de Rodrigo Bueno (Foto: Divulgação)

Sobre o mentor: Rodrigo Bueno é idealizador do Ateliê Mata Adentro, um galpão no bairro paulistano da Lapa, onde diversos processos criativos são articulados. A grande atribuição da iniciativa é recuperar resíduos da cidade e transformá-los em ambientes, encontros, pinturas e jardins os quais representem a continuidade da vida, do eixo que sustenta o todo, da cultura em constante movimento. Saiba mais sobre o projeto e o artista no site do ateliê.

Propondo ao público uma aproximação entre arte, natureza e registro, a oficina Registro de uma folha, comandada por Estela Miazzi consiste em uma intervenção artística que possibilita o público levar em si o decalque/carimbo de uma folha no corpo. A ação acontece em espaços públicos, com a montagem de uma mesa, onde pessoas serão recebidas para conversar sobre a vegetação ao redor. A ideia é aproximar o “corpo-folha” ao “corpo-humano”. O decalque pode durar até três dias e sai por completo com álcool. O procedimento é livre de toxinas e pretende alcançar cerca de 60 pessoas, de qualquer faixa etária.

Estela Miazzi (Foto: Divulgação)

Sobre a mentora: Estela Miazzi se formou em artes plásticas na FAAP (2012), participa de exposições coletivas, já foi premiada e continua sua pesquisa no campo das artes visuais. Ela sempre carrega consigo um caderno no qual desenha e escreve o que ficou do mundo nela. Estela ama desenhar, e seus trabalhos sempre partem das linhas, das palavras e tempos, de traduzir as coisas à sua volta.

Envolvendo vídeo, instalação, fotografia, performance, literatura e outras expressões artísticas, a oficina de “multilinguagem” O encontro como processo criativo, sob o comando de Virgínia de Medeiros, propõe o debate entre questões atuais que permeiam a relação entre arte, empatia, afetos e política nos trabalhos realizados pela realizadora entre 2003 e 2018. Em síntese, é uma oficina teórica, embasada na perspectiva prática vinculada à trajetória da artista. São bem-vindos educadores, artistas, estudantes e interessados (adultos) em aprofundar seus conhecimentos sobre práticas artísticas contemporâneas. A turma será fechada com um número que pode variar de 15 a 40 participantes.

Virgínia de Medeiros (Foto: Divulgação)

Sobre a mentora: Virgínia de Medeiros é artista visual e educadora, mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes-UFBA. Ao longo da carreira, realizou várias exposições nacionais e internacionais. As mais recentes são: História da Sexualidade – MASP [São Paulo, SP – 2017-2018]; Jogja Biennale XIV [Yogyakarta, Indonésia – 2017] e La réplica Infiel – Centro de Arte 2 de Mayo [Madri, Espanha – 2016]. Em 2015, ganhou o Prêmio PIPA (voto popular e do júri). Como educadora, ministrou inúmeras oficinas em instituições de arte e fundações, como a Associação Cultural Videobrasil [São Paulo, SP], Escola de Arte Visuais Parque Lage [Rio de Janeiro, RJ], Museu de Arte do Rio de Janeiro – MAR [Rio de Janeiro, RJ], Museu de Arte Contemporânea – MAC/USP [São Paulo, SP], entre outras.

CRONOGRAMA DAS OFICINAS

Escultura | Iniciação em esculturas hiper-realistas | Aline Albuquerque | 10 e 11/11 | 14h às 18h

Multilinguagem | Território de cura: arte, natureza e ancestralidade | Rodrigo Bueno | 10 e 11/11 | 14h às 18h

Artes Visuais | Registro de uma Folha | Estela Miazzi | Dia 17 | 14h às 18h

Multilinguagem | O encontro como processo criativo | Virgínia de Medeiros | Dia 17 | 14h às 18h

Mamam na Estrada | 12 a 16/11 | 14h às 17h

– Fotografia | Fotografia de família para criança | Carolina Pires | 12 a 16/11 | 14h às 17h | Público: Alunos e Professores da Rede Pública de Ensino

Desenho | Oficina de desenho: técnica e inspiração | Clara Moreira | 12 a 16/11 | 14h às 17h

– Literatura | Literatura e tradição oral – Processos circulares de resgate e preservação das histórias locais, a partir das narrativas das comunidades  | Érica Verçosa | 12 a 16/11 | 14h às 17h

Dança | A Dança no Corpo Desse Lugar – Experimentos Contemporâneos | Grupo Experimental | 12 a 16/11 | 14h às 17h

– Cerâmica | Mensagens do Barro – Investigações Poéticas | Leopoldo Nóbrega (artista convidada para as 2 primeiras aulas: Maria do Carmo da Silveira Xavier) | 12 a 16/11 | 14h às 17h

– Artes Visuais | Autorrepresentação com o artista Tonfil | Tonfil | 12 a 16/11 | 14h às 17h

Artes Visuais | Mosaico Contemporâneo | Fábio Delduque | 12 a 16/11 | 14h às 17h

O FESTIVAL

O Festival Arte na Usina é a culminância de uma série de ações do projeto Usina de Arte, o qual, durante todo o ano, oferece residências artísticas e literárias, escola de música, apresentações musicais, projetos de arte e muito mais. Nasceu com a proposta de ressignificar e reinventar o espaço da antiga usina Santa Terezinha, em Água Preta, e de valorizar a arte e a cultura como um novo paradigma de sustentabilidade, de transformação social e desenvolvimento local.

Além das oficinas, serão oferecidas, de 9 a 17 de novembro, exposições, performances, expedição cultural e apresentações musicais. Entre as bandas e músicos que agitarão a festa, estão nomes como Cordel do Fogo Encantado, Chico César, Almério e Adiel Luna.